segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

ATENÇÃO!


Aqueles babacas imperialistas não deixam agente descansar nem nas férias. E como o mandato do babaca maior está no final os caras deram um jeitinho de apavorar com o pobre povo palestino. É isso ae galera, vamos realizar atividades em repúdio ao genocídio que Israel está promovendo na Faixa de Gaza. O primeiro ato será no dia 1 de janeiro na posse dos vereadores na Câmara Municipal, onde pediremos um minuto de silêncio, iremos de camisetas pretas e levaremos adesivos para colar nos simpatizantes à causa. E como trememos de indignação quando se comete uma injustiça em qualquer parte do mundo, é a UJS de mãos dadas com a Juventude Árabe-Palestina em solidariedade aos inocentes que estão sofrendo no Oriente Médio. Abaixo o nosso manifesto:




MANIFESTO EM REPÚDIO AOS ATAQUES GENOCÍDAS DE ISRAEL E EM SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO


Sob o falso pretexto de agir de maneira punitiva contra a milícia Hamas, a aviação israelense está realizando intensos bombardeios sobre o território palestino da Faixa de Gaza, onde vivem aproximadamente 1,5 milhão de pessoas amontoadas umas sobre as outras, sem trabalho (45% das pessoas estão desempregadas) e com fome (80% da população depende de ajuda humanitária).

A verdadeira história não é contada por Israel. Os ataques foram premeditados, configurando-se mais um crime de lesa-humanidade dentre muitos que o Estado agressivo, expansionista e genocida de Israel tem cometido ao longo de seis décadas contra o martirizado povo palestino.

A ofensiva iniciada no último sábado é mais uma demonstração de que Israel pratica sistematicamente o terrorismo de Estado. O discurso dos líderes israelenses lembra, mais uma vez, o tom empregado agressivo dos nazistas de Adolf Hitler durante a Segunda Grande Guerra, e em pouco difere da lógica imperialista da teoria da guerra infinita e preventiva colocada em prática nos últimos oito anos de governo George W. Bush. Tem por objetivo moldar o Oriente Médio de acordo com os interesses de domínio geopolítico das potências imperialistas e do saque de suas riquezas, especialmente o petróleo.

Os alvos não são apenas os combatentes palestinos, mas a população civil. Foram atingidos prédios de instituições culturais, como a Universidade Islâmica, e da administração pública. O número de mortos já ultrapassa os trezentos e o de feridos se eleva a mais de mil e quinhentos. Quase metade da população da Faixa de Gaza é de crianças.

Além dos bombardeios sistemáticos, Israel ameaça uma incursão terrestre e de ocupação territorial, concentrando tanques e tropas em grande quantidade na fronteira com a Faixa de Gaza além de convocar seis mil e quinhentos reservistas de suas forças armadas. O ministro da Defesa Ehud Barak declarou estar o país “totalmente em guerra” contra os palestinos enquanto o primeiro ministro Ehud Olmert diz que a ofensiva “poderá prolongar-se durante muito tempo”.

Os ataques em curso revelam a hipocrisia das supostas intenções pacificadoras dos planos de Israel. A paz na região está cada vez mais distante e somente se tornará realidade quando os EUA e demais potências imperialistas cessarem sua política intervencionista, respeitarem a soberania e a independência dos países do Oriente Médio e atenderem as reivindicações históricas do povo palestino.

Manifestamos repúdio à agressão criminosa e ao cerco israelense contra o povo palestino. Apelamos pela imediata cessação dos bombardeios, a suspensão das hostilidades na fronteira com a Faixa de Gaza e demandamos à comunidade internacional a adoção de sanções contra Israel. Reafirmamos o apoio à luta pelo fim da ocupação e pela criação do Estado livre e independente da Palestina.


A JUVENTUDE ÁRABE-PALESTINA DE FOZ DO IGUAÇU e a UNIÃO DA JUVENTUDE SOCIALISTA CONVIDAM A TODOS PARA UM ATO EM REPÚDIO AO GENOCÍDIO DE ISRAEL E EM SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO, PELA PAZ!
.

Na posse dos vereadores, dia 01/01/09 (quinta-feira) na Câmara Municipal às 13h30

Vamos vestir preto em luto às vidas inocentes ceifadas por covardes imperialistas!

domingo, 7 de dezembro de 2008

Chuvas, solidariedade e os desafios para o futuro

Milhares de brasileiros que vivem em cidades de Santa Catarina, Rio de Janeiro e Espírito Santo, atingidas pelas fortes chuvas dos últimos dias, estão sofrendo com as cheias dos rios e as conseqüentes enchentes e desmoronamentos de terra. Só em Santa Catarina, já passa de 116 o número de vítimas fatais. Há anos o Brasil não assistia a uma tragédia natural desta proporção.



Cheias e desmoronamentos como os que vimos em Santa Catarina não são imprevisíveis. Pelo contrário, há um histórico de inundações no estado. As décadas de 80 e 90 foram marcadas por enchentes que deixaram marcas profundas na memória dos catarinenses. Ainda assim, as providências tomadas pelas autoridades estaduais e municipais não têm sido suficientes para estancar as perdas materiais e humanas causadas pelas chuvas.



As cheias e desmoronamentos são fenômenos naturais, quando chove além da conta é normal rios transbordarem. E comuns os deslizamentos de terra com avalanches de vegetação e pedras em serras e morros, dependendo da formação geológica. Mas o potencial destrutivo destes fenômenos tem sido intensificado pela ação humana que ocupa desordenadamente as áreas passíveis de inundações, desmata serras e morros, polui e estreita os cursos naturais dos rios, asfalta trechos que seriam vitais para a absorção das águas das chuvas. Infelizmente, a cada forte temporada de chuvas, o resultado destes descuidos são medidos em dezenas de mortos, milhares de desabrigados e bilhões em prejuízos.



Como quase sempre acontece com tragédias como a que estamos vendo em SC, RJ e ES, os mais pobres são os mais atingidos e os que mais tempo demoram a superar as perdas materiais causadas pelas enchentes. Por falta de habitação decente, são empurrados a morar em encostas ou fundo de vales, ocupando áreas públicas consideradas de risco.



O dimensão da tragédia só não foi maior pois o Brasil, mais uma vez, mobilizou-se para ajudar as vítimas. Um gigantesco esforço nacional de solidariedade está em andamento.



Vindas de todo o país, estão chegando a SC toneladas de doações feitas por pessoas de todas as classes sociais. Artistas e esportistas promovem eventos para ajudar na arrecadação de donativos. Detentos de Joinville doaram suas marmitas para os desabrigados. Entidades e movimentos sociais como a UNE desenvolvem campanhas e mobilizam voluntários para ajudar a levar auxílio para as famílias atingidas. Até entidades empresariais, como a Fiesp, que não costuma demonstrar muito apego aos pobres vitimados por catástrofes naturais, desta vez resolveu doar um naco de seus lucros milionários para ajudar os catarinenses. A entidade diz que vai construir 5 mil casas para os desabrigados pelas chuvas.



O governo federal tomou importantes medidas para ajudar a reconstruir as áreas afetadas, resgatar vítimas e aliviar o sofrimento dos atingidos pela tragédia. Foram liberados R$ 1,6 bilhão para o Estado; os bancos federais (CEF e BB) abrirão linhas de crédito especiais para os agricultores afetados; foram autorizados saques do Fundo de Garantia para reconstrução das casas; enviados pelotões da Força Nacional de Segurança; micros e pequenos empresários serão auxiliados pelo Sebrae e o presidente Lula propôs a criação de um grupo de trabalho com especialistas da área ambiental para estudar as mudanças climáticas que provocaram enchentes em Santa Catarina.



Passado o trauma da tragédia e concluídos os esforços de socorro e solidariedade aos atingidos pelas atuais enchentes, cabe ao poder público nas três esferas e à sociedade civil organizada pensar saídas para o problema das enchentes. Não basta reconstruir o que foi destruído. É preciso executar ações de planejamento urbano e projetos ambientais que busquem enfrentar o problema na sua raiz. É preciso afastar as pessoas das áreas de risco, interditar estas áreas, arborizar os terrenos desmatados, dar um destino ambiental satisfatório para o lixo, enfim, tomar todas medidas que possam minimizar o impacto das chuvas nas regiões suscetíveis a enchentes.



Será preciso coragem e ousadia para enfrentar o problema com a seriedade necessária, já que há cidades inteiras erguidas em áreas de risco, mas só assim, realizando verdadeiras revoluções urbanísticas, será possível evitar a ocorrência de novas calamidades como as que o Brasil assistiu nos últimos dias.



Fonte: Vermelho

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Aprovado feriado de Zumbi em todo o território brasileiro

O calendário de feriados nacionais será acrescido de mais uma data – 20 de Novembro, data da morte do líder negro Zumbi dos Palmares -, que marca o Dia Nacional da Consciência Negra. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei de autoria da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), que estabelece no calendário oficial o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, a ser comemorado anualmente com feriado em todo o território brasileiro.


Atualmente, apenas alguns estados comemoram a data com feriado. A partir da aprovação do projeto, que deve voltar ao Senado Federal para votação final, o dia 20 de novembro será feriado nacional junto com os dias 1º de Janeiro, 1º de Maio, 7 de Setembro, 15 de Novembro e 25 de Dezembro.


Para o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), relator da matéria na Comissão de Educação da Câmara, a instituição da data como feriado nacional “têm o intuito de oferecer instrumento político para estimular a identificação e o reconhecimento do preconceito racial que permeia a sociedade brasileira, bem como de propiciar rica oportunidade de reflexão sobre tal preconceito.”


A data, além de homenagear os afro-brasileiros, tem ainda a função de reconhecer o importante fenômeno da eclosão do movimento de “consciência negra” no País, assim como de oferecer à sociedade a oportunidade de refletir sobre suas origens, sua história e seus heróis.


O parlamentar socialista lembra ainda que “a sociedade vive um momento em que o tema da discriminação racial ocupa lugar de destaque e insere-se no amplo debate em torno dos direitos humanos”, acrescentando que “em consonância com tal momento, ampliam-se as ações governamentais voltadas para a promoção da igualdade racial e para a inclusão social dos brasileiros afro-descendentes.”


A data já há muito vem sendo utilizada pelo Movimento Negro como referência, em razão do assassinato do seu líder máximo, ícone da resistência africana no Brasil, em 20 de novembro de 1695. Zumbi, tal como Tiradentes – herói brasileiro homenageado com o feriado nacional de 21 de abril – teve a cabeça decepada e exposta à exibição pública.


Eternizou-se na consciência de todos os brasileiros como símbolo da luta pela liberdade, pelo respeito aos direitos humanos e pela igualdade racial. Sua importância já foi reconhecida por ocasião da inscrição de seu nome no Livro dos Heróis da Pátria, ao lado do próprio Tiradentes.


De Brasília
Márcia Xavier

Fonte: Vermelho

domingo, 30 de novembro de 2008

Já vai tarde!

As raízes da árvore frondosa do capitalismo estão podres.
Seus galhos começam a despencar.
Uma brisa, apenas uma brisa, para sepultar definitivamente o sistema.
E já vai tarde!
O sistema já deu o que tinha que dar.
Chegou a hora do adeus.
Foi assim com a escravidão real e agora com a escravidão light.
Ou alguém acredita que a exploração do homem pelo homem não é uma forma de escravidão?
Tudo a seu tempo.
Sistemas surgem e desaparecem.
É a roda da história.
A humanidade evolui!
Mesmo contra a vontade dos detentores dos meios de produção.
E dos parasitas que vivem da manipulação da moeda.
Um espectro assombra o século 21.
A aurora da liberdade.
Haverá guerras, não tenham dúvidas.
Hoje são mais de uma centena de conflitos que regam de sangue o planeta.
Não haverá para onde fugir neste mundo globalizado.
O sistema está moribundo, façam o que fizerem, não o salvarão.
Não podemos continuar vivendo na pré-história.
Agora sim, vai começar a História da humanidade.
E caberá a cada um abrir o próprio caminho.
Mas não se enganem. O um sem o dois é zero.
E o Um com o Dois é infinito.

GEORGES BOURDOUKAN é jornalista e escritor

Extraído da Revista Caros Amigos edição Novembro 2008.

sábado, 29 de novembro de 2008

Diretora de colégio estadual expulsa aluno, por realizar atividades ligadas ao grêmio estudantil



Uma verdadeira discrepância para a educação e a cidadania nesta cidade, foi o que aconteceu com o aluno do 2° noturno, Felipe Barreto, 18, do Colégio Estadual Jorge Schimmelpfeng.
Na última quarta-feira 26-11-2008, por volta das 21:00, Felipe comunica seu pai, que foi proibido pela Diretora de entrar na escola, e que seria bom a sua presença, para uma breve conversa, em seu ponto de vista amigável.
Porém, a história tomou proporções maiores. Com o modo ríspido de Ana Leomar – Diretora responsável pelo Colégio Estadual Jorge Schimmelpfeng , expulsando-o sem documento algum, apenas de modo verbal.
De acordo com Felipe, o fato de sua expulsão foi por intermediar um evento em prol dos terceiros anos. “Os alunos me chamaram apenas para verificar junto com o corpo docente dia, local e horário de uma festa para os terceiros anos da Escola. E eu na condição de presidente do grêmio, fui pronto em atendê-los o mais rápido possível”, afirma Barreto.
“Tenho receio quanto às conversas que tive com a diretoria, pois foi apenas um acordo verbal, nada escrito para que mais tarde em qualquer eventualidade eu pudesse comprovar a minha palavra contra a da diretora”, continua Barreto. Por essa atitude, provavelmente Ana Leomar não manteve sua palavra.
Perseguição política, talvez?
Não se sabe ao certo ainda, mas é o que mais indica para a tal intriga. Que contou com a participação da patrulha escolar, Leomar solicitou a presença da patrulha para acompanhar as conversas entre escola, pai e aluno. Atitude esta que ouriçou o estudante, convidando então seu Advogado, para representá-lo, já que a diretora em sua concepção medíocre entendeu que esta seria a melhor maneira para solucionar o problema.
Patrulha escolar, de acordo com o Governo do Estado do Paraná, é uma alternativa inteligente para assessorar as comunidades escolares na busca de soluções para os problemas de segurança encontrado nas escolas. Problemas que compromete a segurança dos alunos, professores, funcionários e instalações dos estabelecimentos. Essa medida é cabível apenas no caso de ameaça a segurança do local e das pessoas que fazem parte no momento.
Mas nada disso foi provocado. Felipe Barreto em momento algum teve um caráter ríspido, desagradável, intratável e sem educação, que pudesse prejudicar o corpo docente bem como o discente. Portanto, porque Ana Leomar teve essa atitude? Além de fazer com que a patrulha proibisse a entrada da Advogada e do pai de Barreto para a conversa em sua sala.
Ameaçada, talvez, Ana Leomar liberou por 20 minutos os alunos do 3° (em horário de aula – no caso ela os prejudicou em termos de rendimento escolar do dia) em frente ao pátio, para que esses defendessem o nome do colégio.
Pura ironia ditatorial direitista, diga-se de passagem, mal sucedida. Sim, já que desde quando Felipe estuda no Colégio, ele nunca falou mal das estruturas, pintura, segurança... enfim do colégio em si. Muito pelo contrário “O Jorge Schimmelpfeng é um dos colégios estaduais modelo em Foz”, concluí o estudante. O problema em questão é apenas a proibição das atividades lúdicas proporcionadas e mediadas no caso, pelo grêmio e também da entrada do estudante para realizar as últimas provas, já que o ano escolar está se encerrando.
Veja só em que pé chegamos logo hoje em dia que o cenário municipal, estadual e mundial são outros, estão focados em outros assuntos. E aqui em nossa estimada cidade maravilhosa temos que nos deparar para a atrocidade contra a construção da moral cívica que o grêmio, na gestão de Felipe que proporcionar aos demais estudantes.
Estudantes estes que sobre o fascismo da diretoria não conhecem ou não querem enxergar quão gratificante é ver o estudante lutar ideologicamente, correr atrás de seus benefícios para si e sua comunidade.
Já que Felipe entende que lutar é preciso, não ficou parado. Em reunião com a APP – Sindicato dos Trabalhadores da Educação do PR- de Foz do Iguaçu junto com seus membros apoiou a causa de Barreto.
E um relatório sobre o caso foi protocolado ontem 29-11-2008 no Núcleo Regional de Educação juntamente com o presidente da UPES (União Paranaense de Estudantes Secundaristas – PR), Rafael Clabonde, militante da UJS (União da Juventude Socialista). Que veio de Curitiba para acompanhar de perto o caso do Colégio Jorge Schimmelpfeng.
Felipe Barreto fica no aguardo da conclusão final desse episódio que aclamou os órgãos educacionais do estado. Atitudes como esta não pode deixar passar em branco, ficar enclausurado meio ao tumulto provocado, no caso, pela diretoria. Muito pelo contrario, o espírito jovem faz com que sair nas ruas e colocar a boca no trombone nunca é indispensável.

por Hellen Samantta

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Os pobres não podem pagar a conta da crise

O sistema financeiro está, novamente, em crise. São ondas cíclicas, alimentadas pelos movimentos especulativos, pela instabilidade dos mercados. Com tamanha volatilidade, chega o tempo em que o capital, sem compromisso para além do lucro, se perde nas apostas. Em momentos assim, o sistema revela uma das suas faces perversas, espalhando pânico em vários países diante da incerteza das economias. Que setores serão afetados? Os pobres pagarão a conta da crise? Como ficam a produção e o crescimento econômico? Mas desta vez, as proporções se apresentam numa dimensão ainda mais desafiadora, sem precedentes na história do mercado financeiro, com rombos da ordem de trilhões de dólares.


Por Patrus Ananias



A incerteza é parte da regra do jogo desse sistema e aqueles que especulam sabem bem disso. Os que ganharam excessivamente no tempo das vacas gordas devem ser os primeiros a perder um pouco de suas gorduras. O problema é quando resultados desastrosos ameaçam aqueles que sequer participam dos sobejos do banquete do capital. A crise foi gerada no centro do sistema capitalista; ela parte dos países mais desenvolvidos para atingir, de maneira ameaçadora, as economias de países mais pobres e dos emergentes, daqueles que estão conseguindo organizar e promover o crescimento, como é o caso do Brasil.


O enfrentamento da crise deve ser planejado de modo a manter um patamar razoável de justiça social para que os mais pobres não paguem a conta. A gravidade da situação impõe ao mundo a necessidade de refletir sobre o momento que estamos vivendo, para buscar alternativas mais sustentáveis de desenvolvimento, na qual os países devem ser respeitados em sua soberania. Da mesma maneira, internamente os países precisam resguardar os mais pobres, em função de um compromisso ético de defesa da vida, mas também como forma de reagir ao problema.


O Brasil não está de fora do risco, embora nossa economia já tenha demonstrado que está mais forte e com mais condições de reação do que em tempos anteriores. Foi-se o tempo em que um "espirro" no mercado americano provocava uma pneumonia em nossa economia. Um problema um pouco mais grave e éramos afetados com impactos desastrosos, com reduções nos investimentos sociais e nos salários dos trabalhadores.


Nossa economia, agora, dá sinais claros de estabilidade. Ainda assim estamos adotando necessárias providências, implementadas especialmente pelas autoridades da área econômica, em conformidade com as diretrizes presidenciais. Mas uma coisa é certa, como já afirmou o presidente Lula em vários encontros internacionais: os pobres não podem, mais uma vez, pagar a conta da crise e os programas sociais devem ser consolidados e ampliados.


Temos uma situação que aponta para esse caminho. Nosso crescimento tem sido "pró-pobre", para utilizar uma expressão dos economistas, que combina a força do mercado interno com o vigor das exportações. No entanto, a crise internacional poderá enfraquecer o pilar das exportações e, portanto, temos o desafio de manter o mercado interno aquecido, com seus efeitos positivos sobre o crescimento. Sabemos que um dos pontos que temos a nosso favor é o elevado potencial de nosso mercado interno que durante muitos anos foi ignorado no país. Os investimentos nas políticas sociais estão mudando esse quadro. Em conjunto com outras políticas de proteção do poder aquisitivo dos trabalhadores de baixa renda, como a política de valorização do salário mínimo, o governo federal estimula a formação de novos consumidores. Podemos evitar que a crise amplie os efeitos no país por meio da manutenção dos recursos destinados à área social, evitando o arrefecimento do consumo popular.


A crise externa é sobretudo de liquidez e os efeitos se propagam em cadeia. Bancos e grandes investidores, na incerteza, migram para investimentos mais seguros, financiando menos as empresas e emprestando menos às pessoas. Isso significa menor oferta de crédito interno, que por sua vez significa menos consumo; por conseqüência, as vendas se reduzem e cai a produção. Ou seja, a crise financeira chega ao mundo real, e é na segunda parte dessa seqüência que os efeitos se propagam para a maioria da população porque menor produção gera menor crescimento e redução dos empregos.


Sob o aspecto ético e humano, a manutenção das políticas sociais impede que a fatura chegue até os que não têm como pagar. São justamente aqueles que, se confrontados com a exigência de pagamento, comprometem suas próprias vidas. Mas mesmo do ponto de vista instrumental, manter o consumo das classes pobres é uma alternativa para buscar saídas dessa situação. Certamente não se apresenta como solução definitiva, mas reduz os impactos negativos porque é um mecanismo para minimização dos efeitos da crise, como mencionei.


A consolidação de uma rede de proteção e promoção social traduz um compromisso ético e moral do nosso governo, coerente com sua tradição política, mas também com os princípios da nossa Constituição que completa 20 anos e incorpora as grandes conquistas do Estado de bem-estar no que se refere aos direitos dos trabalhadores, dos pobres, das minorias, dos mais fragilizados, apontando também para vigorosas políticas de inclusão social, como estamos hoje implementando no Brasil.


Certamente, muito dos investimentos previstos deverão ser reordenados por uma exigência de resposta à crise. Mas que seja preservado o dinheiro dos pobres, que é um dinheiro sagrado que lhes assegura acesso a bens e serviços básicos possibilitadores do direito à vida. O Brasil já fez sua escolha e vai mantê-la. Queremos o bem de todos, o desenvolvimento harmônico do país, mas sempre preservando o direito dos mais pobres.


* Patrus Ananias é ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.


Artigo publicado no Valor Econômico (12/11

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Jô e o Kassab

Está passando o Jô. O entrevistado é o Kassab. Na primeira pergunta ele já responde elogiando o Serra. O Jô pergunta se no Brasil não mais importa a ideologia dos candidatos mas sim a administraçào. Me pergunto, e como vamos bem administrar se não formos pautados por nossas idéias e anseios. Fala com orgulho da criação das AMAS. Que o Serra criou e ele continuou. O Jô chama ele de extraordinário ministro da saúde. Fala do Cidade Limpa, que acaba com a poluição visual. Pergunta também da semelhança dele com o piu-piu. O Jô insiste no Serra. Fala de seus grandes projetos para a cidade. Projetos maravilhosos e premiados, mas que nunca foram executados. Fala que tudo é uma questão de prioridades e que não entende porque há 30 anos nenhum prefeito investiu nos metrôs. Contradiz assim os elogios ao Serra. Mas passa despercebido. Acaba o primeiro bloco e lembro dos textos que tenho que apresentar amanhã na reunião da executiva municipal da UJS.

sábado, 8 de novembro de 2008

Charge do Bessinha para a Charge Online




Fonte: Vermelho

João Cândido ganha monumento no Dia da Consciência Negra

Para marcar o Dia da Consciência Negra, a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) vai promover em 20 de novembro uma atividade cultural na Praça XV, no Centro do Rio de Janeiro, palco da Revolta da Chibata de 1910. O ponto alto do evento será a instalação de monumento em homenagem a João Cândido. O presidente Lula confirmou presença no evento, que contará com shows de João Bosco e Martinho da Vila, entre outras manifestações artísticas.


O Almirante Negro liderou revolta dos marinheiros

João Cândido, conhecido como o “Almirante Negro”, liderou a revolta dos marinheiros – negros em sua maioria – contra os castigos físicos a que ainda eram submetidos 22 anos após a Abolição da escravidão.



Cândido foi anistiado apenas agora em 2008, após sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a projeto de iniciativa da senadora Marina Silva (PT-AC), atendendo a uma antiga reivindicação dos movimentos negros brasileiros.



Intolerância religiosa


Na solenidade, representantes da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa vão entregar oficialmente ao presidente Lula, propostas para a redação de um programa nacional sobre intolerância religiosa. Esta será a primeira vez que um presidente da República recebe a comissão para discutir a matéria.


O anúncio foi feito durante encontro de representantes de diversas religiões no Rio de janeiro, na semana passada, quando foram discutidos, entre outros pontos, o mapeamento de centros religiosos no país e a aplicação da lei que determina o ensino de História da África e Cultura Negra nas escolas.

Fonte: Vermelho



Aqui por Foz não deixaremos a data passar em branco. Aguardem.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Os pilantras da mídia atacam de novo

Vejam que absurdo.

Tropas de Israel invadem Gaza e assassinam cinco palestinos.

E qual foi o comportamento da Folha de S.Paulo online?

Anunciar em manchetes “palestinos disparam 40 foguetes a partir de Gaza”.

Haja desonestidade.

O próprio jornal reconhece a desonestidade.

O texto informa que “os disparos ocorreram após uma operação noturna israelense na faixa de Gaza, na qual o Exército israelense matou cinco palestinos na região da fronteira com Israel”.

Ou seja: os palestinos dispararam os foguetes em resposta aos assassinatos.

E não atingiram ninguém.

E a manchete culpa quem se defendeu. Não quem invadiu e assassinou.

Assassinar cinco semitas palestinos não tem a mínima importância para esse tipo de mídia.

Israel rompeu a trégua em vigor desde junho.

Israel continua cercando Gaza, onde até os hospitais são fechados por falta de medicamentos.

E a Folha, em manchete, proclama que os palestinos disparam foguetes.

Isso já não é mais pilantragem.

É canalhice.

É nisso que dá imprimir jornal com esgoto.

Fonte: Blog do Bourdokan

A maior piada do mundo

A maior piada do mundo foi dita ontem durante reportagem do 'brother' Pedro Bial, veiculada ao longo da excitada cobertura do Jornal Nacional. Pra ele, os EUA seriam a maior democracia do mundo. Curioso conceito de democracia... No mesmo texto o "jornalista" entrevista uma cubana raivosa, que quase cospe a dentadura ao esbravejar que esperaria quantas horas fossem necessárias para exercer seu divino direito ao voto, já que de onde ela vem não teria esse direito. A TV Globo é mesmo incrível. Consegue sustentar duas gigantestas mentiras ao mesmo tempo: que em Cuba não existem eleições e que nos EUA quem decide é o povo. O que a empresa da família Marinho esconde, assim como as demais corporações de mídia, é que as eleições nos EUA do século XXI ainda são INDIRETAS. Pouco importa se a palavra grega "democracia" seja a junção dos termos "demos" (povo) e "krátos" (governo, poder). Nos EUA quem decide mesmo é o Colégio Eleitoral. O vencedor será aquele que conquistar 270 delegados ou mais. Foi assim que Bush venceu em 2000 e em 2004, além de ter fraudado as urnas na Flórida - com o assentimento do Partido Democrata. "A maior democracia do mundo" comemora o índice recorde de 66% de comparecimento às urnas, lembrando que lá o voto não é obrigatório. Mas o fato de em Cuba esse índice ser de 98% não chama a atenção dessa mídia, apesar de também não ser obrigatório sair de casa no dia da votação.

A noção da Globo de democracia, traduzindo para o português, é a seguinte: "um sistema é democrático enquanto servir para quem está inserido na sociedade de consumo. Continua sendo democrático mesmo se houver excluídos. Continua sendo democrático mesmo se esses excluídos passarem fome, morrerem de doenças curáveis, serem analfabetos ou não terem onde morar. Além disso, pouco importam os genocídios e a existência de campos de tortura espalhados pelo mundo, como Abuh Graib e Guantánamo". Por isso chamam os EUA de "a maior democracia do mundo".

PS: Outra mentira divulgada com naturalidade pelas corporações de mídia é a noção de que os estadunidenses são "americanos". Está na boca de qualquer telejornal ou radiojornal e nas vinhetas várias dos jornais e revistas. Ao aceitar com servilidade a imposição de Washington, as corporações de mídia reforçam a dominação cultural do império, que atua com base na velha máxima da Doutrina Monroe: "América para os americanos", que na verdade pode ser traduzida para "América para os estadunidenses", já que americano é quem nasce em qualquer lugar do continente americano e não consta que um mexicano pobre, por exemplo, tenha o mesmo acesso ao território e às riquezas do continente que um canadense rico. Quando aceitamos a usurpação do termo, estamos de alguma forma aceitando a idéia de que os EUA têm o direito de controlar todo o continente americano. Ao mesmo tempo, toda a raiva que sentem dos EUA mundo afora acaba respingando nos americanos não-estadunidenses, que por serem americanos responderão pelas agressões da América.


Fonte: Fazendo Media

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Socorro aos bancos e miséria social

Num curtíssimo espaço de tempo, com o agravamento da crise mundial do sistema capitalista, os bancos centrais dos chamados países desenvolvidos já desembolsaram mais de US$ 2,8 trilhões para socorrer o sistema financeiro, segundo recente relatório do governo inglês. Este montante equivale a 6% do Produto Interno Bruto (PIB) global, a toda riqueza produzida no planeta. Esta generosa operação de salvamento, feita com recursos públicos, com o dinheiro arrecadado dos tributos da sociedade, evidencia todo o cinismo dos banqueiros e dos magnatas capitalistas.

Os mesmos agiotas que impuseram as teses neoliberais do “estado mínimo” e da libertinagem financeira, agora exigem o socorro dos cofres públicos. Eles chantageiam os estados, afirmando que se não obtiveram ajuda imediata e trilionária afundarão a economia mundial numa longa e prolongada recessão. Alguns financistas até tripudiam da cara da sociedade. Após conduzirem a economia ao precipício, jogando no desespero milhares de trabalhadores demitidos e desalojados de suas casas, os chefões destes bancos são “penalizados” com prêmios e festas nababescas.

Farra macabra dos banqueiros

“Os menos aflitos com a crise parecem ser os executivos das instituições falidas ou em apuros. A recém-estatizada seguradora AIG deu folga de uma semana para seus executivos no balneário St. Regis, na Califórnia, menos de uma semana depois do Tio Sam evitar sua falência. Pagou US$ 400 mil pela semana de férias... Joseph Cassano, o seu administrador de produtos financeiros, vai receber 1 milhão de dólares pelo serviço de consultoria, e o seu ex-presidente, Martin J. Sullivan, recebeu um premio de desempenho de US$ 5 milhões”, relata, indignada, a revista Carta Capital.

“Richard Fuld, ex-presidente do primeiro grande banco de investimento a falir sem possibilidade de resgate ou aquisição, o Lehman Brothers, foi remunerado em 300 milhões de dólares de 2000 a 2007, enquanto os funcionários perderam US$ 10 bilhões com a falência. Os executivos do Wachovia fizeram com o Wells Fargo, que se ofereceu para adquirir o banco, um acordo para embolsar US$ 225 milhões. Depois de levar à beira da falência o sexto maior banco dos EUA, o ex-presidente do Washington Mutual, Kerry Killinger, recebeu 22 milhões em indenização”.

A farra macabra dos banqueiros, que parecem festejar diante das vítimas da crise, também virou notícia no jornal Valor. “A indecência de diretores dos grupos financeiros salvos pelo dinheiro público provoca revolta das autoridades na Europa e EUA. A direção do grupo belga Fortis fez um banquete de US$ 200 mil para 50 corretores alguns dias depois do banco ter sido salvo da falência graças à intervenção pública”. No rega-bofe num palácio gastronômico do principado de Monte Carlos, “somente um prato de 50 gramas de caviar real do Irã custou US$ 650”.

Cadê o socorro aos famintos?

Os banqueiros realmente não têm do que se preocupar. Na fase da bonança, da orgia financeira, eles privatizaram os lucros e acumularam fortunas; agora, eles socializam os prejuízos, jogando nas costas da sociedade o ônus da crise. Totalmente impunes pelos crimes cometidos, eles ainda recebem generosos prêmios e tiram férias. Bem diferente é a situação dos trabalhadores, que são lançados no desemprego e no desespero. A contradição no mundo capitalista é revoltante. Para os tubarões das finanças, o socorro imediato do estado; para os trabalhadores, nem as migalhas.

A atual crise mundial evidencia que não há falta de recursos para resolver as mazelas sociais no planeta. Em curto espaço de tempo, os estados capitalistas desembolsaram trilhões para socorrer os bancos. Já para salvar a humanidade da barbárie, o dinheiro nunca existe. Quando os governos investem em raquíticos programas sociais, logo aparecem os ricaços exigindo o “corte dos gastos públicos”. A própria ONU estimou que, para suavizar o drama de dois bilhões de seres humanos que vegetam abaixo da linha da pobreza, seriam necessários US$ 150 bilhões anuais.

Com base neste cálculo, a ONU fixou os chamados Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, que estabelece metas para reduzir a pobreza e a fome, diminuir a mortalidade infantil, garantir acesso a água e esgoto, entre outras medidas. Nem a metade destes recursos foi arrecadada até agora e as metas já foram proteladas. Até 2015, prazo do programa da ONU, seriam necessários US$ 1,2 trilhão. Os estados capitalistas alegam falta de recursos. Mas, diante da crise do sistema financeiro, gastaram US$ 2,8 trilhões em poucos dias para salvar os banqueiros e especuladores.


Fonte: Altamiro Borges

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A crise vem de longe

Quando o capitalismo entrou em crise, na década de 1970, a saída dos ricos foi o programa neoliberal. Que, com o tempo, só piorou as coisas.

Esta crise vem de longe. Foi na década de 1970 que o crescimento econômico iniciado no final da Segunda Guerra Mundial, começou a parar. O preço do petróleo disparou e a chamada Era Dourada (1945-1975) do capitalismo ficou para trás.

A solução dos grandes capitalistas, com os EUA, a Europa, o Banco Mundial e o FMI à frente, foi impor ao mundo a desregulamentação, a globalização e a financeirização. Foi o programa neoliberal, que atacou os direitos sociais e trabalhistas. No ambiente de liberdade para o capital, os capitalistas tiraram o dinheiro de atividades produtivas, em busca dos lucros fáceis do mercado financeiro. Os fundos de aposentadoria, com muito dinheiro, também fizeram a mesma coisa.

Assim, o desemprego aumentou, os salários diminuíram, e a liberdade para o capital e para os capitalistas parecia total. A concentração de renda cresceu e os ricos ficaram cada vez mais ricos. Mas foi uma armadilha para os capitalistas: o desemprego e os salários baixos diminuíram a capacidade de consumo da população, levando à queda na taxa de lucros do capital. Uma das saídas, para os capitalistas, foi transferir para os países mais pobres setores industriais quase inteiros, para se beneficiar dos salários mais baixos. E. no mercado financeiro, a saída foi pisar no acelerador dos investimentos financeiros.

Estavam criadas assim as condições para a situação atual. Com menos emprego e renda, as pessoas gastam menos, ou a crédito (nos EUA, o endividamento das famílias bateu recordes). A produção diminui, as empresas encolheram ou fecharam, o desemprego aumentou ainda mais e a capacidade de consumo do povo diminuiu. O governo dos EUA, usando sua força econômica, política e militar, empurrou desde o começo o custo da crise para o mundo e o país se tornou, rapidamente, o maior devedor mundial.

Mas, como um bumerange, a saída dos capitalistas para salvar o capitalismo volta-se contra eles. E agora quem antes exigia liberdade para o capital implora para ser salvo pelo governo. A crise é instrutiva para os trabalhadores: o capitalismo vai de crise em crise, os ricos ficam cada vez mais ricos, e as dificuldades aumentam para quem trabalha. Para os trabalhadores, não pode haver saída em um sistema como este.

Fonte: A Classe Operária

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Tráfego em Foz

É só chover que a mazela aparece. Todos os felizes proprietários de veículos (de Foz, CDE e Puerto Iguazu) saem de casa com seus veículos para se proteger da chuva e pronto: a cidade se transforma em um emaranhado de pessoas estressadas e violentas. Tudo para não pegar o guarda-chuvas e para não enfrentar o transporte coletivo da cidade.

A facilidade do crédito fez o iguaçuense (e o brasileiro) realizar o sonho de ter seu “carrinho”, mas o que o governo (e as financeiras) não entenderam é que o impacto sobre nossa malha viária foi imenso e poucas ações foram tomadas para se amenizar este processo. Assim, vamos continuar vendo as cenas horrorosas que julgávamos estar imunes por morar em uma cidade do interior.

Luiz Henrique Dias da Silva é professor, estudante de Arquitetura e Urbanismo e Secretário de Formação Política do PCdoB de Foz do Iguaçu.

O Fim do Capitalismo Especulativo

A atual crise do sistema financeiro provoca uma inevitável reflexão a respeito dos rumos da economia global e qual seu impacto no sistema vigente. Ao mesmo tempo, as nações nos últimos anos, solidificaram os alicerces de sua economia e reduziram sua dependência externa tomarão as rédeas da nova conjuntura econômica mundial.

Pouco se comentou sobre como os efeitos de uma possível quebra no sistema especulativo financeiro, gerenciado pelas potências econômicas mundiais, afetaria a chamada “economia real”, aquela longe do mundo estressante das bolsas de valores. É visível hoje que este impacto resulta na retração do poder de compra, na diminuição da oferta de crédito e no colapso inflacionário, colocando em risco a própria integridade (e aceitação) do estado atual do capitalismo: financeiro especulativo.

Menores são os efeitos nos países que, como o Brasil, diminuíram sua dependência de organismos financeiros internacionais (cernes da crise) através de políticas estatais efetivas e fortalecimento do mercado interno e agora podem assistir (de camarote) a crise, vendo apenas suas comoodites de exportação perderem mercado, fato contornável com a expansão da demanda interna. Tais países saem fortalecidos dentro do contexto global e podem atuar como novas potências econômicas ao final da crise.

O futuro reservará espaço para as nações que souberam abrir mão da especulação e valorizaram-se com a criação de uma economia sólida e com a presença indispensável do estado (contra o pensamento neoliberal). Ao final desta etapa, o mundo verá florescer um novo sistema econômico: mais estatal, menos especulativo e mais humano.

Luiz Henrique é professor, estudante de arquitetura e Secretário de Formação Política do PCdoB de Foz do Iguaçu. (imobz@hotmail.com)

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Plenária Municipal e TPE da UJS

Toda a militância está convocada a participar da Plenária Municipal da UJS que ocorrerá no próximo domingo (19/10/08) às 16h na Chácara Brasil com jantar no final. Todos os militantes ainda estão convidados a participar da Terapia Pós Eleitoral da UJS (TPE), com início no sábado pela manhã e término no domingo, após a Plenária e jantar. O custo para a participação no TPE é de R$ 20,00, com alimentação e transporte incluídos. Para participar apenas do jantar é de R$ 5,00.

A Plenária Municipal é o fórum em que toda a militância se reúne para avaliar as últimas ações e planejar as seguintes. Na última reunião da Direção Municipal foram formadas Comissões de Planejamento para diversas áreas, sendo apresentadas e aprovadas ou modificadas na Plenária de domingo. Segue abaixo as Comissões de Planejamento:

Finanças: Discutir mais nossas ações com maior pesquisas de preços quando da compra de algo, renda contínua através de patrocínios, rifas, festas, CD's e DVD's com a cara da UJS e camisetas. Responsáveis: Rafael “Brasil”, Tiago “Santiago” e Diogo.

Comunicação: Site, Zine, Camisetas, Rádio, Documentários. Responsáveis: Mariana “Rostinho”, Hellen, Daniel “Kurt”, Diogo, Douglas “Vaca” e Natacha.

Formação: Preparação de nossos militantes para a atuação em cada frente, videoteca, biblioteca, curso de formação, grupos de estudo, participação em projetos sociais, visitas a acampamentos do MST e Campesinos no Paraguai. Responsáveis: Adriano, Hellen, Felipe, Laerte, Andressa Back e Sabrina.

Organização: Formas de atuação geral da UJS, políticas de Núcleos, frentes de atuação, fóruns e Direção Municipal. Responsável: Executiva Municipal da UJS.

- Movimento Estudantil Secundarista: Formação e Gestão de Grêmios, Núcleos da UJS, Passe-Livre. Responsáveis: Douglas “Vaca”, Felipe, Laerte, Karina Terme, Ramon Hasper.

- Movimento Estudantil Universitário: DCE's da UDC e Unioeste, novos desafios. Responsáveis: Sérgio, Mariana, Natacha, Adriano, Mamborê, Diego e Ramon.

- Jovens Trabalhadores: Formas de atuação e curso de jovens sindicalistas. Responsáveis: Pablo, Ariel e Dionísio.

- Meio-Ambiente: Conscientização ambiental e ações da UJS em defesa do meio-ambiente. Responsáveis: Diogo, Sabrina, Andressa Bordon, Karina Terme e Tiago “Santiago”.

- Cultura: Como levar a cultura para os bairros, Bienal da UNE, Nação Hip-Hop Brasil, Teatro Municipal, Parcerias. Responsáveis: Daniel “Kurt”, Tiago “Santiago”, Dionísio, Felipe, Hellen, Ariel.


Obs.: As comissões não precisam se aterem apenas aos temas propostos pela Direção Municipal, podendo criar livremente novos tópicos a serem discutidos. Não é exclusiva a participação nas comissões apenas aos responsáveis pelas mesmas, podendo qualquer militante participar das discussões em qualquer comissão.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Um Pensamento

" Vários irmãos se recolhem e vão em frente. Vários também escravizam sua mente. Eu sei bem: quebro a corrente. Por onde eu planto a minha semente. (...) Gafanhotos nunca tomam de quem tem. Predadores e senhores que mentem: Esperem sentados a rendição, nossa vitória não será por acidente!"

Marcelo D2

terça-feira, 1 de julho de 2008

Não Existe Prática Revolucionária sem Teoria Revolucionária


Mariana Serafini



Baseada nessa frase de Lênin, a UJS Foz realizou um curso de formação no último fim de semana.


Buscando uma maior aproximação com sindicatos municipais, as atividades foram desenvolvidas no Sindicato da Saúde e no Sismufi (Sindicato dos Servidores Municipais de Foz do Iguaçu). Foram dois dias intensos de aulas e debates sobre os mais diversos temas. Desde Mazelas da Sociedade até o Programa Socialista. Foi feita uma espécie de linha do tempo onde o início do estudo começou na raiz dos problemas até encontrar a solução final, o Socialismo, passando por toda a teoria necessária.

O evento contou com a presença do camarada Antonio Navarro de Curitiba, para elucidar algumas dúvidas sobre a obra, Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico. E também com o camarada Fagner de Sarandi, que está sendo fundamental para o Movimento Secundarista. Além dos apoios externos, o vereador Chico Brasileiro, atual presidente do PCdoB em Foz do Iguaçu, fez uma explanação sobre as táticas necessárias para a implantação do nosso projeto estratégico, o Socialismo.

Foi reforçada a importância da candidatura a vereador do diretor político Pablo Braga. “Acho que todo mundo compreendeu a necessidade de um jovem no poder legislativo na atual conjuntura municipal. Vivemos um momento histórico, onde temos a chance de sermos eleitos a um cargo público. Isso mesmo, sermos eleitos. Todos nós, jovens que lutamos por um ideal. Todos temos espaço para propor e opinar na Casa de Leis”, afirmou Adriano da Silva, diretor de formação política.

O diretor de Agitação e Propaganda, Sérgio Santander, esclareceu dúvidas sobre a atuação dos núcleos da UJS, como por exemplo, a forma de organização e de desenvolvimento de atividades. Ressaltou a importância dos núcleos terem autonomia e seguirem sua própria agenda, apenas informando a direção do que está acontecendo. E lembrou ainda que é fundamental a atuação dos núcleos para a ampliação da UJS. “É através dos núcleos que nós vamos atingir mais pessoas e trazê-las para a UJS, construir uma UJS do tamanho que a gente quer e fazer o Socialismo com a nossa cara”, disse.

Já na plenária final percebeu-se o aproveitamento do curso e a evolução dos presentes. O nível das intervenções aumentou, e muito. A maioria dos presentes já se sentia mais segura para opinar e trilhar os novos rumos da União da Juventude Socialista.

Ao final, todos estavam empolgados e com a sensação não de tarefa cumprida, mas de ter muita tarefa a cumprir.


sábado, 17 de maio de 2008

2º Congresso Municipal da União da Juventude Socialista de Foz do Iguaçu
17 DE MAIO - 14h – FOZ PRESIDENTE HOTEL

Documento Base

A União da Juventude Socialista de Foz do Iguaçu (UJS), por intermédio de sua Direção Municipal, propõe o inicio de um profundo debate e reflexão a respeito de seu papel na política municipal de juventude e sobre sua própria organicidade, a fim de construir junto ao seu coletivo uma UJS mais forte, participativa, abrangente e autônoma, acreditando no socialismo como único sistema econômico superior ao modelo nefasto vigente e entrando em ação frente às massas na luta diária contra o capital e seus difusores. A UJS Foz vive uma nova fase. Isto é um fato e deve ser encarado por seus militantes e filiados como uma conquista valorosa, fruto do trabalho coletivo de todos.
Nos últimos meses, a UJS de Foz do Iguaçu foi para a rua. Conquistou novos filiados através de uma política ousada e incansável, participando como protagonista de discussões de interesse público como as que dizem respeito ao sistema de transporte de Foz do Iguaçu, classificando-o frente as autoridades na câmara de vereadores como o “pior e mais oneroso sistema do Paraná”, levando à imprensa seu descontentamento e suas reivindicações como o passe livre, a criação de uma empresa municipal de transportes, a expansão das linhas e horários e a redução imediata da tarifa.
Foi ao combate frontal junto aos empresários do setor, deixando claro sua posição contrária ao capital e favorável ao cidadão trabalhador e ao estudante.
A UJS Foz participou junto aos estudantes da formação de centros acadêmicos em instituições de ensino superior de Foz do Iguaçu e em algumas da região, orientando e, em alguns casos, tomando frente no processo de politização dos universitários. Foram inúmeros centros acadêmicos criados e outros em processo de consolidação.
Participou ativamente das discussões sobre os Diretórios Centrais dos Estudantes (DCEs), seguiu em frente com sua gestão pioneira no DCE da UDC. Atuou de forma guerreira na eleição do DCE da Unioeste e, desta disputa, a UJS se considera vitoriosa por ter atingido um grande nível no debate político, por ter mostrado unidade de ação e pelos novos quadros que engrossaram suas fileiras.
Este quadro mostra que a UJS de Foz do Iguaçu é a única juventude organizada com forte ideologia e capacitação teórica em nossa cidade e isto deve ser encarado com orgulho por nossos militantes e filiados.
A UJS Foz foi solidária com diversos movimentos sociais, participando de eventos, passeatas, manifestações, ciclos de debates e intervenções. Esteve ao lado dos trabalhadores, dos difusores culturais e das minorias excluídas do sistema. Levantou a bandeira dos povos latino-americanos, defendendo publicamente o apoio aos governos progressistas da Venezuela, Bolívia e Paraguai. Reforçou seu apoio ao governo Lula, por suas ações no combate a fome, miséria e a exclusão e por sua atuação nos campos da tecnologia, educação, saúde e relações exteriores.

Mostrou-se atenta as ações da mídia elitista brasileira, se posicionando contra a deformação da notícia, a unilateralidade dos pontos de vista a excessiva alienação das massas. Posicionou-se a favor do software livre, da inclusão digital e do acesso à informação, acreditando na autonomia do individuo como forma de combate ao modelo capitalista vigente.
A UJS iniciou sua inserção nos movimentos autênticos, com destaque ao movimento Hip-Hop, participando da conferência municipal e se posicionando à favor da criação do Nação Hip-Hop Brasil em Foz do Iguaçu. Criou uma cadeira em sua direção municipal para membros do movimento e formou o Núcleo da UJS de Hip-Hop, acreditando na força de abrangência da cultura Hip-Hop e na sua mensagem social e política.
As ações desenvolvidas pela UJS Foz auxiliaram na sua consolidação como força política atuante e organizada no âmbito municipal, estadual e nacional. A participação da UJS Foz nas Conferências Livres, na Conferência Municipal e na Conferência Estadual de Juventude é vista como uma importante plataforma política rumo à mudança de foco da atuação da UJS Foz, deixando de ser apenas uma juventude contestadora para se tornar uma força propositora de projetos e políticas públicas. Tais metas vêm sendo atingidas com a participação de integrantes da UJS Foz em importantes eventos sobre Políticas Públicas para a Juventude. Foi da UJS Foz o único delegado de Foz do Iguaçu na Conferência Nacional de Juventude, realizada no final de abril, em Brasília. O trabalho intenso da UJS frente às Políticas de Juventude tem colhido importantes frutos. O convite para a participação da nova Secretaria Municipal de Juventude de Foz do Iguaçu demonstra a visibilidade política atingida nos últimos meses.
Impulsionada com as conquistas políticas e com os novos quadros, a UJS Foz, em ressonância com as conquistas da juventude socialista brasileira nos anos de governo Lula, propõe uma UJS ainda mais atuante, fortemente inserida no contexto político municipal e consolidada como força de vanguarda na juventude municipal. Iniciamos uma busca pela primeira cadeira da UJS na Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, buscando conquistar ainda mais espaço na política regional e estadual, reforçando nosso ideal de luta pelos direitos dos jovens trabalhadores, estudantes, desempregados e excluídos.
A UJS Foz quer ainda, com o apoio de entidades estaduais e nacionais, reestruturar o movimento secundarista municipal de forma autônoma e ideológica, entendendo que os secundaristas estiveram sempre à frente aos movimento estudantil e merecem espaço, respeito e poder de decisão. Para isto, visa um trabalho direto para a criação de grêmios politizados e atuantes em diversas escolas públicas de Foz do Iguaçu, repudiando a “compra” de grêmios e o assistencialismo político.
Neste congresso 2008, a UJS Foz irá formar sua nova direção municipal, abrindo espaços para os novos militantes e formando sua executiva. Irá, também, unificar seu discurso e suas ações para participar dos congressos estadual e nacional, onde mostrará sua nova cara, sua nova forma de atuação e seus novos compromissos frente à sociedade iguacuense: politização, autonomia e luta social.


Direção Municipal

domingo, 4 de maio de 2008

Impressões Urbanas – Maio de 2008

Cidade Cidadã

Qual o significado da cidade para o cidadão? Como um morador, seja da área central ou da periferia, vê o espaço que habita, trabalha, se diverte e organiza sua vida?

Morar em uma área urbana deixou de ser sinônimo apenas de conforto e acesso aos serviços, dificilmente encontrados em áreas rurais ou em regiões distantes do processo de urbanização. Viver nas cidades é conviver com a falta de serviços básicos para a maioria da população, com a exclusão crescente e com a violência urbana.

Nossas cidades de médio porte (200 a 500 mil habitantes), apesar da boa qualidade de vida quando comparada com as grandes metrópoles, começam a observar a expansão de problemas antes tidos como característicos dos grandes centros. Tais problemas vão desde prestação de serviços básicos para atender não só sua população, mas também os habitantes de cidades próximas que não contam com uma rede de serviços de saúde e educação consolidada, até questões de organização do espaço urbano com a ocupação do solo, o transporte de trabalhadores e estudantes, o tráfego em áreas centrais ou nodais e a distribuição dos equipamentos urbanos de forma mais justa e abrangente.

Analisando especificamente o caso de Foz do Iguaçu, esta problemática é rapidamente percebida. Muito se fala das altas taxas de crescimento populacional e urbano depois do inicio da construção de Itaipu, considerada a maior responsável pelo fluxo migratório para esta região, mas ainda hoje (mais de vinte e cinco anos do início das obras) as ações efetivas de adequação do espaço urbano para atender a demanda são tímidas, momentâneas e contraditórias.

A cidade ainda não resolveu os seus vazios urbanos nas proximidades da área central, onde verdadeiros “latifundiários urbanos” tomam conta de terrenos e grandes áreas, destinadas à especulação imobiliária e contribuindo para a violência, favorecida pelos vazios demográficos. O estatuto das cidades prevê medidas públicas de combate a este tipo de propriedade em área urbana, mas pouco se tem feito para punir estes especuladores. Enquanto isso, Foz do Iguaçu vai ampliando suas fronteiras, levando trabalhadores para bairros mais distantes da área central e, consequentemente do seu local de trabalho e lazer.

Tais bairros são criados sem as devidas condições mínimas de urbanização e se tornam verdadeiros “dormitórios”, sem áreas de lazer, esporte, oferta de serviços básicos e transporte coletivo acessível, eficiente e dentro das verdadeiras necessidades da população.

Na área central, a padronização de calçadas já é uma realidade, mas ainda encontra a rejeição de comerciantes e, principalmente, dos especuladores, prejudicando a movimentação de portadores de necessidades especiais, principais beneficiados com as calçadas, recebendo autonomia e respeito.

O transito vem se tornando cada vez mais complicado à medida que a estrutura viária se mantém inalterada há anos. Não contamos ainda com um desvio para os pesados caminhões que diariamente cortam nossa área central vindo (ou indo) para a Argentina. A fiscalização de transito é escassa e pouco pode fazer para conter abusos e organizar o acesso às vias centrais. Os engarrafamentos já são realidade, fruto do ineficiente planejamento e do transporte coletivo problemático e demorado.

Pensar a cidade e buscar entender como sua população vive e percebe o espaço à sua volta é essencial para tornar o meio urbano mais justo e acessível. Entender a organicidade do meio urbano auxilia na elaboração de políticas publicas que atendam a maioria da população e não uma meia-dúzia de indivíduos, enriquecidos com a ineficiência do atendimento à população. Projetar nosso município de forma humana é o primeiro passo para a completa valorização do cidadão, que passará a ver sua cidade como uma extensão de sua casa.

Luiz Henrique é iguaçuense, escritor, estudante de Arquitetura e diretor de formação política do PCdoB de Foz do Iguaçu. Escreve a coluna “Impressões Urbanas” em seu blog avidagira.blogspot e em publicações diversas.

sábado, 15 de março de 2008

O Preço da Fama

Milene Pacheco - Carta Capital

Sentada no sofá de sua casa, Estamira Gomes de Sousa nem parece a mesma protagonista do documentário que recebeu o seu primeiro nome. Com voz mansa e olhar esmorecido, a ex-catadora de lixo do aterro sanitário Jardim Gramacho passa os dias transitando da cama para o sofá, do sofá para a cama. Só sai para ir ao médico. Prestes a completar 67 anos no dia 7 de abril, carrega em seu corpo exausto as dores de mais de 20 anos de árdua labuta no lixão. Foi lá, no maior aterro da América Latina, que Estamira saiu do anonimato para se tornar a feiticeira, a louca, a dama do Apocalipse. A filósofa. “Eu nem sei o que é filósofa”, responde ao ser informada do título que recebeu de alguns críticos. Em meio aos urubus e ao cheiro putrefato do ar, Estamira buscava sua sobrevivência nas montanhas de lixo quando o cineasta e fotógrafo Marcos Prado a encontrou. “Tarda, mas não falha. Estava esperando por isso há muito tempo”, respondeu ao rapaz que pedia permissão para fazer uma foto dela. Não demorou muito para que o fotógrafo ficasse hipnotizado pelos seus discursos metafísicos sobre o mundo. “A minha missão, além d’eu ser Estamira, é revelar a verdade, somente a verdade. Seja capturar a mentira e tacar na cara”, disse a Marcos, a quem incumbiu a tarefa de revelar sua missão. Nas telas, Estamira não fala. Profere. Grita. Resmunga. Suas idéias bambaleiam entre a lucidez e a loucura. Os surtos de raiva registrados no filme revelam os distúrbios mentais provocados pela esquizofrenia. “É preciso ter o caos dentro de si para gerar uma estrela”, diria Friedrich Nietzsche. No filme, que ganhou 33 prêmios no Brasil e no mundo, Estamira cria uma linguagem própria e teoriza sobre Deus, educação, meio ambiente e comunismo, sem hesitar. Suas análises são resultado da mistura entre as vozes que diz escutar do Além com registros de sua memória. Alfabetizada pelo Mobral, a ex-catadora de lixo conta que nunca teve o costume de ler. Onde aprendeu tudo aquilo? “Com a experiência da vida, vendo como a banda toca.” Da pequena sala com as paredes pintadas de um amarelo vivo, ouve-se uma canção evangélica com ritmo pop que vem do barraco ao lado, onde mora seu filho, Hernane José Antônio, com a esposa e os três filhos. Alguns anos atrás, Estamira não permitiria música religiosa em sua casa. No documentário, briga com o filho e com o neto, a quem apelidou carinhosamente de Réu, quando eles ousam falar sobre religião. “Que Deus é esse? Que Jesus é esse que só fala em guerra e não sei o quê? Só pra otário, pra esperto ao contrário, abobado, abestalhado. Quem anda com Deus dia e noite, noite e dia na boca, ainda mais com os deboches, largou de morrer? Quem fez o que ele mandou, o que a quadrilha dele manda, largou de morrer? Largou de passar fome? Largou de miséria?”, questiona Estamira, com um tom profano capaz de arrepiar muitos fiéis, em uma das cenas do documentário. Estamira já não se altera ao tocar no assunto. Até sorri quando fala sobre o famoso “Trocadilo”, termo criado por ela. “Deus é um qualquer, um cientista do Egito, e não o poder superior real natural. Essa troca do homem pelo poder é o ‘Trocadilho’ (pronuncia, desta vez, o termo com lh). Eu não respeito essa idéia de Deus. Respeito a Nossa Senhora, que pra mim é a mãe natureza.” Essa calma, condição rara de ser encontrada na Estamira do documentário, vem das caixas e caixas de remédios que ela toma para os mais diversos tipos de doenças, que vão da diabetes às fortes dores na cabeça. As discussões mais amplas, presentes na euforia dos discursos no filme, param por aí. Estamira está cansada. Nas últimas semanas, os “grilos” que tomam conta de sua cabeça dividem espaço com um único assunto: a posse de seu terreno. Em fevereiro, foi intimada por um dos vizinhos a deixar sua casa num prazo de três meses. Há 15 anos, Estamira vive num pequeno terreno no bairro de Prados Verdes, em Nova Iguaçu, região metropolitana do Rio de Janeiro. “Foi ele quem me arranjou o terreno, mas isso é posse da prefeitura.” Hernane já entrou com um pedido de usucapião e garante que, em breve, tudo estará resolvido. Porém, nada, nem ninguém, tira o problema de sua cabeça. “Ele tá com olho gordo, achando que o Marcos tem dinheiro.” Desde que ela parou de freqüentar o lixão, em 2004, por problemas de saúde, o cineasta, produtor do filme Tropa de Elite, dá a Estamira uma mesada de, mais ou menos, 500 reais por mês. “Ele é uma mãe pra mim. Pagou todo o material usado na construção desta casinha.” No pequeno lar, os objetos estão todos em seu devido lugar. As roupas que achou no lixão estão separadas em pilhas no armário improvisado. As panelas velhas e enferrujadas também estão dispostas na mais perfeita ordem. Estamira não está só. Levou seu companheiro de Gramacho, João Carlos Vicente, para lhe fazer companhia. O senhor tímido de sorriso doce também está no filme, cantarolando um trecho da música As Curvas da Estrada de Santos com Estamira, a quem é grato “por tudo”. “Lá no Gramacho, todo mundo me reconhece, dizem que eu estou importante”, conta João. Além de ser reconhecida no bairro onde mora, dois anos depois da estréia do filme, Estamira ainda atrai a vizinhança. “Tá todo mundo achando que eu tô rica. O povo vem me pedir dinheiro. Não tenho dinheiro nem pra comprar pão.” Em tom mais baixo de voz, Estamira cochicha, apontando para fora da casa: “Eles tudo, é eu que trato deles”. Além da mesada de Marcos, Estamira, João e a família de Hernane vivem com o dinheiro do INSS, que ela recebe e com o Bolsa Família. Apesar de agora pintar as unhas de vermelho, a aparência continua a mesma da época do filme. Estamira diz ter alcançado a sua missão. “Consegui falar a verdade. Deu certo, porque todo mundo gostou.” A dupla de ex-catadores de lixo se recorda do Jardim Gramacho com carinho. “Sinto muita falta de lá, vontade de ir, mas não agüento. Sinto saudade daquela muvuca, do pessoal”, conta Estamira, como se realmente falasse de um jardim verdejante, como sugere o nome do lixão. No lugar da trilha sonora sinistra do filme, apenas o cacarejo do galo que cisca os restos no chão batido do quintal. Estamira, desta vez em cores, acomoda-se no sofá e despede-se com serenidade.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Leci Brandão vai pensar "com muito carinho"
se for convidada para ser ministra

Yara Aquino Repórter da Agência Brasil

Brasília - Após a saída de Matilde Ribeiro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), na última sexta-feira (1º), o nome da cantora Leci Brandão foi apontado pelo fundador e conselheiro da ONG Educafro, Frei David, como o preferido do movimento negro para ocupar o cargo.Após passar o carnaval comentando os desfiles do sambódromo de São Paulo para a TV Globo, Leci atendeu hoje (5) a reportagem da Agência Brasil. Disse não se sentir “preparada”, mas reconheceu que, caso fosse convidada, “pensaria com muito carinho, atenção e seriedade”. Ela demonstrou surpresa e disse desconhecer que seu nome havia sido lembrado. “Estou sabendo disso agora, até sentei”.Leci afirmou que é preciso ter "amplos conhecimentos" e curso superior para assumir um ministério, mas depois ponderou que o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é formado. Ela cursou três períodos de direito e chegou a ser aprovada em vestibular para comunicação social, mas não concluiu nenhum dos cursos.A cantora afirmou que não é filiada a partido político e nunca ocupou cargo público, que já foi convidada por partidos para se candidatar a vereadora e deputada, mas não quis. “Sou independente”. Foi dessa forma que sempre preferiu lutar pelas causas com as quais simpatiza. “Defendo tudo que acredito, negros, índios, quilombolas, cantei em penitenciárias. Luto pelos menos favorecidos e eles me consideram uma defensora da reivindicações deles”.Leci Brandão é conselheira da Seppir e foi escolhida para discursar em nome dos movimentos sociais na 1ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, em 2005, quando defendeu a política de cotas, a juventude negra e o reconhecimento das religiões de matriz africana na formação do país.Sobre a saída de Matilde Ribeiro, que deixou o cargo após denúncia de gastos irregulares com cartão corporativo, Leci Brandão comentou: “Fiquei triste, é a segunda mulher negra que sai do Poder Executivo. A primeira foi a [ex-ministra] Benedita da Silva. Isso enfraquece a gente, enfraquece o movimento negro”.

Depois da entrevista de Frei David à Agência Brasil, o colunista do jornal O Globo Ancelmo Gois noticiou, no último domingo (3), que líderes do movimento negro, com o fundador da Educafro à frente, lançaram o nome de Leci Brandão para ocupar a Seppir.','').

A matéria foi alterada para correção de informação (a data em que saiu menção sobre o caso na coluna de Ancelmo Gois).

sábado, 2 de fevereiro de 2008

2 de Fevereiro de 2008 - 10h02 - Última modificação em 2 de Fevereiro de 2008 - 10h02

Sistema penitenciário está falido e exige mudança de critérios, diz AMB
Marco Antônio Soalheiro Repórter da Agência Brasil

Brasília - O relatório divulgado esta semana pela ONG Human Rights Watch responsabiliza a superlotação e as más condições da estrutura prisional por parte significativa das violações aos direitos humanos no Brasil. A avaliação do presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Mozart Valadares, é semelhante.
“Estamos preparando uma campanha em nível nacional para mostrar a falência do sistema penitenciário brasileiro. Quarenta por cento das pessoas que estão detidas em cadeias são presos provisórios que nunca foram julgados”, afirmou Valadares em entrevista à Agência Brasil.
A solução, para a AMB, não seria a construção de mais presídios e aumento do número de vagas, mas sim uma combinação de revisão de sentenças com políticas públicas de incentivo à juventude, no sentido de que o jovem “não seja presa fácil” da criminalidade e da marginalidade.
“Temos que botar na cadeia aquele marginal que ofereça efetivamente risco à integridade da sociedade. Hoje, se você for para em um presídio brasileiro, vai ter gente lá que roubou um xampu ou 1 quilo de arroz nos supermercados ocupando lugar ao lado de marginais perigosos”, disse Valadares.
O resultado do quadro descrito, segundo o presidente da AMB, é um grande número de pessoas que deixam os presídios prontas para seguirem no mundo do crime. “É fortalecer uma cultura dentro do Poder Judiciário de distinguir quem merece ser preso e quem pode cumprir pena alternativa”, propôs.

sábado, 19 de janeiro de 2008

INFORMATIVO UNE.ORG

Todos por um projeto político para a juventude

Congresso da UBES debate um dos temas de maior interesse, atualmente, no movimento estudantil. Secretário adjunto do governo federal participou da mesa e conversou com o EstudanteNet sobre a questão .

O debate mais acalorado do segundo dia do Congresso da UBES, nesta sexta-feira (7), teve o tema "Políticas Públicas para a Juventude". Pela extensão das discussões, – que duraram aproximadamente quatro horas – dá pra se ter idéia de como os participantes do 37º Conubes dão importância para essa questão, que diz respeito a uma população de mais de 50 milhões de brasileiros, em idades entre 15 e 29 anos.
Participaram da mesa o secretário adjunto de Juventude do governo federal, Danilo Moreira, a vice-presidente da UBES Michele Bressan, o secretário-geral da UNE Ubiratan Cassano, entre outros dirigentes das entidades universitária e secundarista. Todos os debatedores defenderam a ampliação do papel do Estado na criação de políticas para a juventude, como forma de garantir o acesso à educação saúde, cultura e lazer. Um ponto comum de todas as falas, também, foi a necessidade da participação política da Juventude, nesse processo. Política de EstadoO secretário adjunto de Juventude conversou com o EstudanteNet, logo após o debate, e falou sobre a institucionalização da Juventude como política de Estado no Brasil. Ele admitiu que esse processo ainda está bem no começo, mas se disse otimista: "A criação da Secretaria, em 2005 foi um avanço, mas ainda falta estender essa ação para os estados e municípios", disse. Segundo Danilo, a participação do movimento estudantil é fundamental nesse processo: "Por mais que um ou outro governo crie as suas alternativas, nada acontece de fato sem a pressão social", disse. Ele elogiou a UBES e disse que a entidade tem muito a acrescentar na criação de um projeto público para juventude brasileira: "É uma entidade histórica, que forma opinião e trabalha com uma geração de jovens conscientes, dispostos à mudança. É importante que as lutas da UBES, a partir de agora, fortaleçam a questão da educação mas também trate de outros assuntos como a sexualidade, o meio ambiente, e todos os temas relacionados à população dessa faixa-etária", disse.

De Goiânia
Artênius Daniel

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Cotidiano

Febre amarela: irresponsabilidade da mídia faz mal à saúde

Nesta semana, foram internadas em Brasília as duas primeiras vítimas de overdose de manipulação da mídia. Um jovem de 20 anos foi internado com hepatite e uma mulher foi atendida em um hospital com choque anafilático após tomarem mais de uma dose da vacina da febre amarela. A informação é do DFTV.
O blog "Vi o Mundo", do jornalista Luiz Carlos Azenha, recebeu uma carta do médico Pedro Saraiva na qual ele aponta os exageros da mídia em relação aos casos de febre amarela como um dos responsáveis pelo clima de histeria e desinformação que tomou conta de setores da sociedade, levando várias pessoas a procurarem os postos de vacinação mesmo sem necessidade e em alguns casos colocando em risco a vida destas pessoas, como aconteceu com as duas vítimas do Distrito Federal.

Veja abaixo a carta do médico, que também pode ser lida no link:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/dr-pedro-saraiva-colunista-cometeu-exercicio-ilegal-da-medicina/:

Caro Azenha, sou médico clínico geral e nefrologista formado pela UFRJ. Sou seu leitor assíduo, e resolvi escrever-lhe para ver se pelo menos aqui, no seu blog, um médico consegue espaço para falar sobre essa histeria que envolve a febre amarela.

A cobertura da grande imprensa parece que não consegue chegar ao fundo do poço. Depois de inúmeros factóides e de acusar o presidente até de derrubar aviões comerciais, eles agora aparecem com essa irresponsabilidade de criar pânico na população através de um problema de saúde pública. Tive acesso a um texto da jornalista da Folha, Eliane Cantanhêde (que aliás, parece ser casada com um dos donos de uma produtora ligada as campanhas eleitorais do PSDB), que dizia o seguinte logo no primeiro parágrafo:

"Com sua licença, vou usar este espaço para fazer um apelo para você que mora no Brasil, não importa onde: vacine-se contra a febre amarela! Não deixe para amanhã, depois, semana que vem... Vacine-se logo! "

E depois de alguns parágrafos em que não esclarece nada, termina assim:

"O fantasma da febre amarela, portanto, paira sobre o país como um alerta num momento crucial, para que a saúde e a educação sejam preservadas antes de tudo o mais. Senão, Lula, o aedes aegypti vem, pica e mata sabe-se lá quantos neste ano --e nos seguintes. "

ABSURDO! ESTÃO USANDO A SAÚDE PÚBLICA PARA POLITICAGEM BARATA!

Alguns esclarecimentos:

Colunistas falam de epidemia com uma facilidade incrível para quem não entende o que quer dizer o termo. Epidemia não é o aparecimento de casos de uma doença no jornal. Uma epidemia só se caracteriza quando ocorre um aumento maior que 2x o desvio padrão sobre a incidência média de uma doença nos últimos anos.

Ou seja: Incidência média + 2x desvio padrão.

Não vi até agora nenhum jornal mostrar a incidência da febre amarela nos últimos 10 anos para uma comparação. Repare na média de casos do período FHC e Lula, será por isso que ninguém mostra os números?

1996 - 15 casos
1997 - 3 casos
1998- 34 casos
1999 - 76 casos
2000- 85 casos e 42 mortes
2001 - 41 casos e 22 mortes
2002 - 15 casos e 6 mortes
2003 - 64 casos e 22 mortes - obs: 58 dos casos diagnosticados na região sudeste, principalmente MG
2004 - 5 casos e 3 mortes
2005 - 3 casos e 3 mortes
2006 - 2 casos e 2 mortes
2007 - 6 casos e 5 mortes
(fonte : Min.Saúde)

Todos esses casos são da forma de transmissão em área silvestre da febre amarela. Desde a década de 1940 que não há relatos da transmissão urbana da febre amarela. Veja bem, transmissão em zona urbana é diferente de diagnóstico em zona urbana. A forma silvestre é endêmica pincipalmente nas regiões Norte e Centro-Oeste e se comporta de forma cíclica, com surtos a cada 5-7 anos

A transmissão em área silvestre é feita pelo mosquito do género Haemagogus, e se dá através, principalmente, de macacos infectados para humanos não imunizados por vacina. A forma urbana é transmitida do homem para homem através do Aedes aegypti, o mesmo da dengue. O risco de retorno da forma urbana não é novo, e existe desde a década de 80 quando houve a reintrodução do Aedes aegypti no Brasil.

Até o momento (15/01/08), apesar de toda histeria, apenas 2 casos foram comprovadamente de febre amarela este ano. E todos contraídos em áreas silvestres. Ou seja, nada de anormal.

Feitos os esclarecimentos, vamos aos comentários sobre a cobertura da mídia.

1- Estão noticiando morte de macacos, supostamente com febre amarela, como se isso fosse um sinal de que a doença está fora de controle. O pior, vários dos macacos noticiados tiveram exame negativo para febre amarela. Ou seja, estão noticiando apenas morte de macacos.
2- Estão noticiando as mortes por febre amarela como um fato novo do governo Lula, como se ninguém morresse da doença nos anos anteriores. Estão confundindo a ausência de casos urbanos com ausência de casos em geral.
3- E o mais grave, estão criando pânico na população e levando a uma corrida desnecessária e prejudicial aos postos de vacinação. Os comentários dos leitores nas edições da internet do Globo por exemplo, são assustadores. A mídia informa mal os leitores, e deixa que o boca-a-boca crie teorias da conspiração contra o governo.

A vacina da febre amarela não é vitamina C. Ela é feita com vírus vivo atenuado e por isso apresenta contra-indicações e efeitos colaterais. Quem não mora em área de risco ou não vai viajar para uma, não precisa e não deve receber a vacina. Além de tudo, ainda há o risco de falta da vacina para quem precisa.

Contra- indicações

· Crianças com 4 meses ou menos de idade, devido ao risco de encefalite viral (contra-indicação absoluta).
· Gestantes, em razão de um possível risco de infecção para o feto.
· Pessoas com imunodeficiência resultante de doenças ou de terapêutica: infecção pelo HIV, neoplasias em geral (incluindo leucemias e linfomas ), Aids, uso de medicações ou tratamento imunossupressores (corticóides, metotrexate, quimioterapia, radioterapia), disfunção do timo (retirada cirúrgica ou doenças como miastenia gravis, síndrome de DiGeorge ou timoma).
· Pessoas que tenham alergia a ovos, uma vez que a vacina é preparada em ovos embrionados.
· Pessoas com alergia a eritromicina, um antibiótico que faz parte da composição da vacina.
· Pessoas com alergia a gelatina, que faz parte da composição da vacina.
· Pessoas com antecedentes de reação alérgica a dose prévia da vacina anti-amarílica.
Efeitos colaterais.
· Reação alérgica grave (anafilática) ocorre em aproximadamente 1 em cada 131.000 doses aplicadas.
· Reações no sistema nervoso central (encefalite) – cerca de 1 caso para cada 150.000 - 250.000 doses.
· Comprometimento de múltiplos órgãos com o vírus da febre amarela vacinal - aproximadamente 1 caso para cada 200.000 - 300.000 doses. Acima de 60 anos a incidência desta complicação é maior (cerca de 1 caso para cada 40.000 - 50.000 doses). Mais da metade dos indivíduos com febre amarela vacinal evoluem para o óbito.
Se na remota hipótese de alguém morrer por tomar desnecessariamente a vacina a Sra.Eliane Cantanhêde (FSP) vai se responsabilizar? Ou vai culpar o governo de novo?
Em vez de focar nos inúmeros problemas reais do nosso sistema de saúde, a imprensa prefere criar factóides que em nada ajudam a população.

Pedro Saraiva

vermelho.org.br